Sobre a obrigatoriedade da guarda compartilhada.

image

Sou psicologa e mãe e acredito que na maioridas dos casos a alienação parental ocorre por vontade ou revolta de um.dos.cônjuges e não somente por impedimento do detentor da guarda. Quando ocorre por impedimento pode ser revertida a guarda ou estabelecido visitação. Essa modalidade de guarda compartilhada só deveria ser concedida em casos comprovados em que os pais se dão exepcionalmente bem após o rompimento e são paternais e maternais para com a criança antes e depois do rompimento. Não deveria ser compartilhada em todos os casos. Obrigatória é uma palavra que traz consigo dever e obrigação e esse caso deveria envolver prazer, alegria e satisfação. Visto que em alguns casos o tumulto pode se tornar maior com dois modos de criação diferenciados e a criança sem rumo e confusa que não sabe seus limites, direitos e deveres. Cheia de acusações e criticas na cabeça, envenenada para o amor, e a relação familiar distorcida em sua mente, podendo por vezes usar esses dois modos de pensar e criar e essas acusações como moeda de troca para conseguir beneficios de ambos os pais. Há casos em que um dos pais pede a guarda compartilhada ou não para não pagar a pensão ou por punição ao cônjuge, ou mesmo por capricho de alguns parentes como avós vingativos por exemplo, e nesse caso o pai deixa a criança na casa do parente e só aparece para devolver ao ex- conjuge na hora e local combinados. Então nesse caso a boa intensão da guarda se anula já que esse pai não passará tempo algum de convivência com seu filho, não ajudará a educá-lo e nem será o referente pai  que tomará as decisões sobre a vida da criança durante o período de permanência dela. Vi disputas absurdas onde pais e mães  brigavam com avós de ambos os lados que exigiram ter perante a lei o pátrio poder para com seus netos como se os tivessem parido. Os motivos para tal, os mais loucos e normalmente as mesmas queixas que motivaram a separação do casal. Isso acontece todos os dias em várias famílias e em meu exercício voluntário no conselho tutelar vi essas situações se repetirem infinitas vezes, o suficientes para entender na prática que esse tipo de guarda só funciona se ambos os pais se dão bem, sobretudo se respeitam, e estão de acordo em compartilhar a vida do filho entre si e não em duplicá-la ou parti-la ao meio em duas metades distintas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s