Um Marques que era Conde e sua Obra incompreendida!!Justine a ele!!


É eu faço clube do livro, faço orkut de leitores e todas essas coisas que tem livro, e eu admito: “SOU TOTALMENTE COMPLETAMENTE VICIADA EM LEITURA”.
Se eu não ler todo dia, fico deprimida irritada e com um humor difícil de aguentar!!
O clube do Livro anda murcho que ele só, cheio de adolescente que entram mais não leem de verdade, uma danação!!
Eu acabei enchendo o saco é passo lá só de vez em quando,vou mais ao orkut de leitores para adicionar as coisas que ando lendo lá.
Gosto de estar sempre atualizada!!
Atualmente estou lendo as Obras do Marques de Sade, por indicação deste orkut e acredite achei que ficaria chocada e isso não aconteceu.
Ok, eu sei que tem obras dele que são de arrepiar os cabelos como os 120 dias de Sodoma e Julliete, mais até que estou indo bem, li alguns contos dele, e estou terminando Justine e acreditem nem de longe faz jus ao que pensei, percebi que estava julgando realmente um livro pela capa e colocando valor a uma obra por conta de seu autor e eu estava enganada.
No caso de O marido Complacente, achei até engraçada a coisa toda, realmente se olhamos sem pensar na pornografia,(tem pouca mesmo, novela da Globo tem muito mais) e analisarmos a obra pelo que pretende passar perceberemos que o Marques pode ser um cara realmente maluco, mais o que espelhou em suas obras foi apenas a inversão de valores que começou a muitos anos e está como sempre esteve aí na nossa cara todo o tempo.
Porque o que mostra é que desde tempos imemoriais o homem sempre valoriza o que é errado, profano e despido de boas intenções e de nobreza e condena, castiga e despreza aquilo que é abnegado, bom, nobre e beneficia o outros sem retorno material ou financeiro.
Isso é verdade!! Podemos ver isso em todas as suas obras, porém mais objetivamente em HISTORIA DE JULIETTE, OU AS PROSPERIDADES DO VÍCIO.
Quem rouba mais é mais rico, mais esperto, mais querido, mais valorizado, mais importante, logo, melhor aos olhos da sociedade.
Vivemos desde o tempo do Marquês no mundo dos que vencem pelo mal e por ele prosperam.
É sobre isso que fala a obra Justine, Os Infortúnios da Virtude, como o virtuoso e o justo é castigado e sofre o pior dos destinos neste mundo sujo e pervertido.
UMA OBRA QUE VALE A PENA SE LER COMO BASE DE REFLEXÃO SOBRE A MORALIDADE, SUAS RECOMPENSAS E CASTIGOS.

Explicando melhor: Pela Wikipédia

Donatien Alphonse François de Sade, o marquês de Sade, (Paris, 2 de junho de 1740 — Saint-Maurice, 2 de dezembro de 1814) foi um aristocrata francês e escritor libertino. Muitas das suas obras foram escritas enquanto estava em um hospício, encarcerado por ordem de Napoleão Bonaparte, que se sentiu ofendido com uma sátira que o Marquês lhe escrevera. De seu nome surge o termo médico sadismo, que define a perversão sexual de ter prazer na dor física ou moral do parceiro ou parceiros. Foi perseguido tanto pela monarquia (Antigo Regime) como pelos revolucionários vitoriosos de 1789 e depois por Napoleão.
Além de escritor e dramaturgo, foi também filósofo de ideias originais, baseadas no materialismo do século das luzes e dos enciclopedistas. Lido enquanto teoria filosófica, “o romance de Sade oferece um sistema de pensamento que desafia a concepção de mundo proposta pelos dois principais campos filosóficos no contexto da França pré-republicana: o religioso e o racionalista”. Sade era adepto do ateísmo e era caracterizado por fazer apologia ao crime (já que enfrentar a religião na época era um crime) e a afrontas à religião dominante, sendo, por isso, um dos principais autores libertinos – na concepção moderna do termo. Em suas obras, Sade, como livre pensador, usava-se do grotesco para tecer suas críticas morais à sociedade urbana. Evidenciava, ao contrário de várias obras acerca da moralidade – como por exemplo o “Princípios da Moral e Legislação” de Jeremy Bentham- uma moralidade baseada em princípios contrários ao que os “bons costumes” da época aceitavam; moralidade essa que mostrava homens que sentiam prazer na dor dos demais e outras cenas, por vezes bizarras, que não estavam distantes da realidade. Em seu romance Os 120 Dias de Sodoma, por exemplo, nobres devassos abusam de crianças raptadas encerrados num castelo de luxo, num clima de crescente violência, com coprofagia, mutilações e assassinatos – verdadeiro mergulho nos infernos.
Duas personagens criadas por Sade foram suas ideias fixas durante décadas: Justine (que se materializou em várias versões de romance, ocupando muitos volumes), a ingênua defensora do bem, que sempre acaba sendo envolvida em crimes e depravações, terminando seus dias fulminada por um raio que a rompe da boca ao ânus quando ia à missa, e Juliette, sua irmã, que encarna o triunfo do mal, fazendo uma sucessão de coisas abjetas, como matar uma de suas melhores amigas lançando-a na cratera de um vulcão ou obrigar o próprio papa a fazer um discurso em defesa do crime para poder tê-la em sua cama. As orgias com o papa Pio VI em plena Igreja de São Pedro, no Vaticano, fazem parte da trama sacrílega e ultrajante do romance Juliette, com a fala do pontífice transformada em agressivo panfleto político: A Dissertação do Papa sobre o Crime. Sade tinha o costume de inserir panfletos político-filosóficos em suas obras. O panfleto Franceses, mais um Esforço se Quiserdes Ser Republicanos, que prega a total ruptura com o cristianismo, foi por ele encampado ao romance A Filosofia na Alcova, no qual um casal de irmãos e um amigo libertino sequestram e pervertem uma menina, fazendo-a matar empalada a própria mãe que tenta resgatá-la no final.

Obras
* Justine
* Juliette de Sade
* Zoloe e suas Amantes
* O Estratagema do Amor
* Os Crimes do Amor
* A Filosofia na Alcova
* Contos Libertinos
* Diálogo entre um Padre e um Moribundo
* Os 120 dias de Sodoma
* A Crueldade Fraternal
*O Marido Complacente

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